Photo: Michelin

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PONTOS PRECIOSOS
Sexta, 02 Fevereiro 2018 20:08

ThumbnailApós as dificuldades sentidas no início desta edição do Rali de Monte-Carlo, o Citroën Total Abu Dhabi World Rally Team revelou grande firmeza de caráter e determinação, progredindo gradualmente na Classificação Geral. No final, a equipa garantiu importantes pontuações nos Campeonatos de Pilotos e de Construtores.

O RALI EM RESUMO

A força das grandes equipas está na capacidade de se manterem unidas e produzirem resultados, mesmo quando as coisas estão difíceis. Com os 17 pontos conquistados por Kris Meeke no Campeonato de Pilotos, incluindo 5 da vitória alcançada na Power Stage, e com os 18 pontos somados ao registo da equipa no Campeonato de Construtores, o Citroën Total Abu Dhabi WRT provou, este fim-de-semana, no Mónaco, toda a sua força de caráter, após um início frustrante.

Infelizmente, Kris Meeke e Paul Nagle tiveram alguns problemas na Etapa de abertura, que se disputou ao cair da noite de quinta-feira, na difícil Especial de Thoard-Sisteron (36,69km), onde a neve, que cobria uma secção de três quilómetros perto do cume do Col de Fontbelle, acabou por apanhar muitas das equipas. Depois de terem perdido quase dois minutos nesta primeira Especial, o seu rali estava já programado para seguir um caminho diferente do inicialmente planeado.

Mas o pior estava ainda por chegar para Craig Breen e Scott Martin, eles que também foram alvo do azar na manhã de sexta-feira, quando uma pedra se alojou numa das jantes do seu C3 WRC, danificando o tubo de sangramento das pinças dos travões. Isto fez com que, gradualmente, o carro ficasse sem travões durante as três outras Especiais que compunham a ronda, apesar das tentativas de efetuar reparações de recurso, levando-os a cair da 7ª para a 10ª posição, com a súbita perda de três minutos.

Este golpe de azar foi ainda mais duro para Breen e Martin porque os obrigou a serem os primeiros a sair para a estrada na Etapa do dia seguinte (sábado), deixando literalmente desenhada uma linha na neve, que serviria depois como guia para as restantes equipas que se lhes seguiram na ordem de saída. Nestas condições, é fácil perder-se o ímpeto e, em especial, porque esta edição do Rali de Monte-Carlo acabou por se revelar como uma das mais difíceis dos últimos anos, com muitas variações nas condições de aderência nas estradas utilizadas em todas as suas quatro Etapas.

Porém, o Citroën Total Abu Dhabi WRT manteve-se focado na sua missão e nos seus objetivos, com a “Armada Vermelha” a nunca se enganar no que respeita às escolhas de pneus. Da mesma forma, o set-up do C3 WRC de Kris Meeke foi progressivamente afinado, o que lhe permitiu recuperar a confiança e manter-se no 5º lugar à Geral, enquanto Craig Breen aproveitou todas as oportunidades que lhe surgiram para recordar, a todos, do que é capaz, tanto em talento como em andamento: no último troço de sábado rubricou um 3º melhor tempo, a apenas 2,2s do mais rápido, garantindo, depois, novo 3º melhor tempo na segunda passagem pelo mítico Col de Turini. A equipa acabou por ver recompensada a sua persistência e determinação quando Meeke reclamou a vitória na última Especial e ascendeu ao 4º lugar da Geral, aguentando, com sucesso, um conjunto de repetidos ataques por parte dos seus adversários.