Photo: Michelin

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CITROËN C3 WRC DE REGRESSO AO PRINCIPADO
Quarta, 24 Janeiro 2018 21:25

ThumbnailIniciou-se a contagem decrescente: faltam poucos dias para o arranque do Campeonato do Mundo de Ralis, feito nas estradas geladas do Rali de Monte-Carlo. Para aquela que será a sua segunda campanha na disciplina com o WRC C3, o Citroën Total Abu Dhabi WRT privilegia a estabilidade, voltando a inscrever as duplas Kris Meeke/Paul Nagle e Craig Breen/Scott Martin.

UM TODO COM O AUTOMÓVEL

Em Monte-Carlo, mais do que em qualquer outro lugar, há que conhecer bem a sua máquina e tornar-se, de modo literal, um todo com o automóvel, de modo a melhor antecipar cada uma das suas reações e não se ver surpreendido. Isto porque, por vezes basta um pedaço de verglas que surge, de repente, à saída de uma curva, ou outras vezes um monte de neve fofa, ou até mesmo uma simples poça de água para tudo mudar por completo.

Por terem desenvolvido o Citroën C3 WRC em 2016 e terem-no usado ao longo de toda a passada temporada, Kris Meeke e Craig Breen acumularam muitos quilómetros ao seu volante, numa ampla variedade de condições e de terrenos. Trata-se de uma inegável mais-valia para a Marca por ocasião desta 86ª edição do Rali de Monte-Carlo, palco do arranque da temporada de 2018, naquela que será a segunda campanha do C3 WRC no WRC, feita sob o signo das confirmações, depois desse primeiro ano de aprendizagem pontuado por duas prometedoras vitórias, no México e na Catalunha, bem como com um 2º lugar (Alemanha).

É sobre Kris Meeke, que conquistou essas duas vitórias para a Citroën no ano passado e que tem uma elevada experiência neste rali em particular, que se baseará a maior esperança da equipa. Graças aos ensinamentos obtidos em 2017, o britânico pretende capitalizar esses ganhos para discutir, com regularidade, os lugares da frente na presente edição. Fazer-se um bom Rali de Monte-Carlo é, muitas vezes, sinónimo de um excelente arranque de temporada. Ao longo dos anos em que participou na prova do Principado, Meeke desenvolveu a capacidade de detetar alterações de aderência e de conseguir conduzir recorrendo a um variado mix de pneus.

Mesmo com um menor conhecimento do terreno, Craig Breen não pretende ficar de fora dessa luta. Tendo alcançado um excelente 5º lugar na edição anterior com o DS3 WRC, o piloto irlandês tem potencial para fazer ainda melhor este ano ao volante do C3 WRC. Para tirar o máximo partido, ele e Meeke participaram em três dias de intensos testes, divididos por duas sessões: a primeira, antes do Natal, em que trabalharam em pisos de asfalto, de simplesmente molhado a literalmente ensopado, seguindo-se uma segunda realizada recentemente nas proximidades do Gap, desenhada para colocar o C3 WRC nas condições o mais próximas possíveis do que ambos irão encontrar no rali que se inicia já nesta quarta-feira, com o Shakedown, nomeadamente sobre neve. Tratou-se de uma oportunidade de, também, continuar a otimização em termos da sua janela de operação.

AS DIFICULDADES QUE SE AVIZINHAM

A esperança de, no próximo domingo, subir ao pódio final que estará montado frente ao Palácio do Principado obrigará a que ultrapassem as armadilhas que os esperam ao longo dos quatro dias de competição, quatro Etapas que irão levar os concorrentes a percorrer as estradas mais seletivas das regiões de Isère, Drôme, Hautes-Alpes, Alpes de Haute Provence e, em seguida, os Alpes-Maritimes. Como preâmbulo, a noite de quinta-feira inicia-se com a Especial de Thoard-Sisteron, verdadeiro monumento deste rali e que se disputa na zona do Col de Fontbelle, ela que terá um grau acrescido de dificuldade pois corre-se, este ano, em sentido oposto e à luz de faróis. Segue-se o famoso Col de Turini, troço onde, no ano passado, o C3 WRC obteve o seu primeiro melhor tempo em classificativas do WRC.

Inicialmente disputado em piso seco, duas horas mais tarde deu-se a queda de uma leve camada de neve para a segunda passagem, naquilo que reside uma das dificuldades de um Monte-Carlo: as características de inverno e as rápidas mudanças nas condições de um lado e de outro das suas estradas da montanha, tornando crucial fazerem-se corretas escolhas de pneus. Levando em linha de conta as experiências passadas, em conjunto com a ajuda também dos batedores e de outros informadores espalhados pelo traçado, há sempre que fazer uma estimativa de qual irá ser o melhor compromisso em termos de pneus para o conjunto seguinte de Especiais, havendo que ajustar as configurações das próprias viaturas em conformidade. É um enorme desafio!