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O CITROËN C3 WRC CONFIRMA A SUA PERFORMANCE EM TODOS OS TERRENOS
Segunda, 10 Abril 2017 00:00

ThumbnailApós o seu regresso ao calendário do WRC, o Rali de França tornou-se numa verdadeira Volta à Córsega. A 1ª Etapa de sexta-feira desenrolou-se em redor de Ajaccio, com um implacável Kris Meeke a assinar os dois melhores tempos nos troços da manhã, à frente de Sébastien Ogier, enquanto Craig Breen ocupava, então, a 6ª posição e Stéphane Lefebvre era 9º, num rali que redescobria.

Meeke viria a acentuar ainda mais a sua liderança durante a segunda ronda pelos mesmos troços, regressando a Bastia com uma vantagem de 10 segundos para Ogier. Já Breen subia até ao 4º lugar, depois de ultrapassar Dani Sordo, e Lefebvre, autor de uma performance consistente com seu nível de experiência nas estradas corsas, era o 8º classificado.

Após esta brilhante 1ª Etapa, o Citroën Total Abu Dhabi WRT viria a sofrer dois rudes golpes logo na manhã de sábado. Lefebvre partiu uma peça da suspensão ao tocar num muro da ES5, vendo-se depois forçado a abandonar, após ter feito uma reparação provisória, ao ultrapassar o atraso máximo permitido pelo regulamento para entrada no troço seguinte. Nessa ES6 seria, depois, Meeke, o então líder da prova, a cruzar a linha de chegada em roda livre, com danos no motor que o obrigaram a um abandono definitivo deste rali.

A partir dessa altura as esperanças da equipa assentaram nos ombros de Craig Breen, piloto irlandês que também não se viu poupado a problemas, ele que se viu forçado a disputar a ES6 sem qualquer contato de rádio com o seu navegador Scott Martin. Em luta com Jari-Matti Latvala ao longo da tarde, Breen terminou a etapa que visitou a região de Bastia no 5º lugar, ficando a cerca de 15 segundos do lugar mais baixo do pódio.

A Volta à Córsega 2017 terminaria no domingo na zona mais a sul da ilha. Na especial mais longa do rali, Breen assumiu o 4º lugar a Jari-Matti Latvala, para logo depois e apesar do 3º melhor tempo realizado na Power Stage, ter de se vergar ao seu adversário finlandês por um mero décimo de segundo.

De regresso à prova em Rally2, Stéphane Lefebvre continou a sua progressão, para completar o rali com um ritmo que rondava os 7 décimos de segundo por quilómetro face aos mais rápidos. Ao terminar o rali, o jovem francês contribuiu com 6 pontos para a equipa no Campeonato do Mundo de Construtores.

UM CITROËN C3 WRC DEFINITIVAMENTE BEM NASCIDO

Com a vitória de Kris Meeke e Paul Nagle no México, a Citroën Racing teve a confirmação do potencial do C3 WRC em pisos de terra. Um sentimento que se viu confirmado após a performance registadas na Volta à Córsega, terreno fundamentalmente diferente. Tínhamos potencial para ganhar,” refere Yves Matton. "Não foi esse o caso, mas é um bom presságio para o resto da temporada, no contexto dos objectivos definimos. O Citroën C3 WRC é um modelo definitivamente bem nascido.”

"Antes de abandonar, o Kris estava a evoluir em completa serenidade. A sua confiança no carro era tal que dominava sem problemas,” acrescenta o Diretor da Citroen Racing. Claro que o ponto negativo está no seu abandono devido a um problema de motor, algo que sabemos agora se ter devido a uma fuga no circuito de lubrificação do óleo. Mas teremos de esperar pela completa desmontagem do carro para determinar a causa deste problema.

Quanto à prova do Craig Breen, ela foi muito satisfatória, detalha Yves Matton. Depois de ter alterado o seu estilo de condução, especialmente ao nível da travagem, ele acredita ter atingido um novo marco no passado fim de semana. Ao longo de todo o rali ele trabalhou com os engenheiros para melhorar as suas configurações, ao ponto de ter um carro que, no domingo, ele considerou perfeito. Também assinou muito bons tempos durante a sua luta com o Ogier, o Latvala e o Sordo”.

A situação foi frustrante para o Stéphane Lefebvre. Uma vez mais, foi um pequeno erro que o impediu de acumular mais quilómetros, de modo a reduzir o seu défice de experiência. De qualquer modo, ele está mais motivado do que nunca para demonstrar o seu valor. A sua participação neste rali foi bem real, permitindo-nos marcar pontos com dois carros, aproximando-nos do nosso adversário mais direto”, acrescentou.

PRÓXIMAS PROVAS AGUARDADAS COM IMPACIÊNCIA

De regresso aos pisos de terra, o Citroën Total Abu Dhabi WRT espera os próximos encontros com impaciência, dois ralis – Argentina e Portugal – que Kris Meeke já venceu. "Após os dois primeiros ralis deste ano, em que os resultados não satisfaziam as nossas expectativas, tenho que dar os parabéns à equipa pelo trabalho entretanto alcançado, refere Yves Matton. "O intenso trabalho feito nos testes e no rali ajudou-nos a entender melhor as reações do carro. Identificámos a influência de vários parâmetros na sua performance geral, notando que esta relatividade pode diferir da dos nossos World Rally Cars anteriores. As nossas áreas de crescimento estão claramente identificadas e não vamos baixar os braços nos nossos esforços pois a concorrência está mais cerrada do que nunca”.