Photo: Michelin

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LATVALA E TOYOTA FAZEM HISTÓRIA NO RALI DA SUÉCIA
Domingo, 12 Fevereiro 2017 00:00

ThumbnailJari-Matti Latvala venceu o Rali da Suécia, aproveitando da melhor maneira o erro ontem cometido por Thierry Neuville, que bateu quando liderava confortavelmente a prova. O piloto belga mais não tinha do que gerir o seu andamento até ao fim do rali, mas desconcentrou-se e bateu com a roda dianteira esquerda, danificando a caixa de direção do seu Hyundai i20 WRC, deixando na luta pela vitória Latvala, Ott Tanak e Sébastien Ogier, que chegaram a este último dia de prova separados por 16.6s.

Logo no primeiro troço do dia, Latvala mostrou que estava ali para vencer, batendo Tanak por 7.1s enquanto Ogier fez um pião logo na primeira curva, terminando ali com as suas hipóteses de vencer. O francês teve um rali marcado pelo facto de abrir a estrada no primeiro dia de prova, mas não foi capaz de andar mais: “Tentei atacar ontem, mas tive sempre dificuldade com a aderência, e andei a bater demasiado nos bancos de neve”, disse.

No penúltimo troço, Latvala voltou a largar a margem face a Tanak e controlou depois o seu andamento na derradeira especial, oferecendo a primeira vitória à Toyota, que chega ao triunfo logo no segundo rali da sua curta carreira após o regresso, depois de um interregno competitivo da marca japonesa de 17 anos. Fez-se história no Rali da Suécia, com Latvala a regressar aos triunfos, o que não acontecia quase há um ano (venceu no México 2016). Como se não bastasse, e para provar a enorme confiança com que está Latvala… venceu a Power Stage!

Se o seguindo lugar de Monte Carlo foi obtido com um pouco de sorte à mistura, já este triunfo, mesmo tendo sido fruto de um erro do piloto que liderava a prova, é resultado de uma prova muito consistente, sempre com resultados nos lugares da frente das especiais. De tal forma que até estamos a estranhar ‘este’ Latvala, que mais parece ter emulado o seu chefe de equipa, o tetracampeão do Mundo de Ralis, Tommi Makinen, que sempre aliou a rapidez natural, a uma grande frieza e total alheamento à pressão, algo que Latvala nunca foi capaz. Foi curiosa a conversa que Latvala revelou ter tido ontem com Makinen, que lhe tirou pressão de cima dos ombros: “Ele disse-me para esquecer tudo o resto e concentrar-me na pilotagem, esquece a afinação, simplesmente guia…”. Foi o que Latvala fez, e resultou em pleno…

Ott Tanak volta a assegurar um lugar no pódio e desta feita, o segundo da geral, melhorando em uma posição o resultado obtido em Monte Carlo. Sem problemas mecânicos, desta feita, exceção feita a um pequeno contratempo com a caixa de velocidades, mostrou que se tem de contar com ele para as lutas na frente dos ralis, pois está a mostrar um andamento muito rápido, não comete erros, e a justificar perfeitamente a escolha de Malcolm Wilson para para parelha com Ogier.

Dani Sordo termina novamente como o melhor dos Hyundai, no quarto lugar, sendo, curiosamente, claramente o mais lento dos três Hyundai. De Neuville já tudo dissemos, mas Hayden Paddon teve o azar de ver a direção assistida do seu carro falhar no início do terceiro dia de prova, o que o atrasou muito, nunca mais conseguindo recuperar.

Quinto lugar para Craig Breen, que é novamente o melhores dos Citroën, só que desta feita com um C3 WRC nas mãos. O piloto irlandês foi cauteloso na prova, chegou a fazer um terceiro tempo, mas andou essencialmente entre a sétima e nona posições dos troços. Mas a exemplo de Meeke, tem queixas para fazer do carro mas disso vamos tratar noutro lado.

Elfyn Evans repete o sexto lugar do Rali de Monte Carlo, isto depois duma prova cautelosa, onde nunca teve pneus para lutar com as mesmas armas dos pilotos equipados com Michelin. Queixou-se sempre da aderência, e fez o que pode com o que tinha.