Photo: Michelin

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VITÓRIA DE PEDRO MEIRELES EM FAFE
Domingo, 19 Fevereiro 2017 00:00

ThumbnailPedro Meireles venceu o Rali Serras de Fafe depois de um azar de Ricardo Moura. Mas o piloto do Skoda também o teve no dia anterior pelo que a vitória também lhe fica muito bem…

São assim os ralis, cheios de surpresas, boas e más, e um piloto nunca pode estar perfeitamente descansado, muitas vezes até às verificações finais, pois pode haver uma anilha de cor diferente da ficha de homologação. Desta vez o azar coube em primeiro lugar a Pedro Meireles, que depois duma bela luta ao segundo com Ricardo Moura, viu soltar-se um tubo do intercooler, perdendo com isso trinta segundos e quase todas as possibilidades de vencer o rali. Quase! Mas já hoje foi a vez de Ricardo Moura abandonar pela terceira vez no Rali Serras de Fafe quando liderava. O piloto açoriano preparava-se para vencer facilmente a prova, mas o destino não quis assim. Depois de ter estado sempre à frente na frente do rali, umas vezes com Meireles por perto, depois do problema deste, à distância, Moura realizou uma excelente exibição, como é seu timbre nestas estradas, mas a sorte não quis, uma vez mais, nada com ele: “Foi pena, mas acho que são demasiados troços sem assistência. Tenho a certeza que se tivéssemos uam assistência a meio da manhã a ARC iria detetar o problema na rótula da suspensão e isto não sucederia”

Desta forma, Pedro Meireles vence logo a abrir o ano, um triunfo também merecido, já que, até ter o problema com o tubo do intercooler, andou sempre taco a taco com Moura. Já José Pedro Fontes teve um problema com um vidro que se soltou logo na fase inicial do rali, desconcentrou-se um pouco, e depois disso nunca se conseguiu aproximar dos dois homens da frente. Chegou a ser segundo depois do problema de Meireles, mas depressa perdeu novamente a posição. Termina com um segundo lugar, numa boa operação para o campeonato, pois dos adversários à sua volta, poucos são os que garantem ‘luta’ até ao fim do CNR.

No último troço, José Pedro Fontes e Inês Ponte furaram e perderam cerca de 40 segundos, o que não lhes retirou a segunda posição, pois terminaram a prova, com os seus adversários directos a 14,80s. João Barros e Jorge Henriques fizeram terceiro tempo na classificativa final, atrás de Miguel Barbosa e Miguel Ramalho, mas em termos de classificação geral conquistaram o lugar mais baixo do pódio. A ultima classificativa do rali serviu ainda para confirmar as vitórias de Ricardo Teodósio e José Teixeira na Produção e de Pedro Antunes e João Leonês nas duas rodas motrizes.

Pedro Meireles: (Vencedor): “Foi muito bom começar o ano com o pé direito a vencer. Acho que eu e o Ricardo ontem estávamos com mais ritmo do que os outros adversários, mas infelizmente tivemos um problema que nos afastou bastante da liderança. Entretanto rapidamente recuperamos o segundo lugar e hoje partimos focados em conquistar o primeiro lugar. Foi o que fizemos! Como se sabe, trinta segundos em Fafe são uma enormidade. O Ricardo teve o problema que teve e nós aproveitamos. Estou satisfeito com o nível de competitividade que demonstramos no rali”.

Ricardo Teodósio(Vencedor Produção): “Fizemos sempre o rali da mesma forma. Só no último troço, em três ou quatro pontos é que aliviamos um pouco. Andamos sempre o mais que pudemos e o carro portou-se cinco estrelas. O carro como é um Grupo N, é muito pesado e claro que podia andar um pouco mais, se fosse em R4 ficava bastante mais leve, com menos cerca de oitenta quilos, mas estamos muito felizes com o nosso resultado. A equipa, os nossos patrocinadores e toda a gente que nos acompanha estão de parabéns”.

Pedro Antunes: (Vencedor Duas Rodas Motrizes): “No primeiro dia estávamos com bom ritmo. Conseguimos ganhar alguma vantagem sobre os nossos adversários mais directos.  Hoje foi mais calmo, apesar de termos furado logo no primeiro troço. Tivemos um furo e a partir daí tivemos que seguir mais cautelosos porque já não tínhamos rodas suplentes. Penso que seguimos com qualidade até ao fim! ”

Taça FPAK de Ralis de Terra
Tal como na prova principal, também na Taça assistimos a um golpe de teatro, que fez com que os previsíveis segundos, ou terceiros, fossem vencedores. José Merceano e Francisco Pereira (Mitsubishi Lancer EVO VII), eram do trio da frente aqueles que piores argumentos tinham para lutar pela vitória, no entanto ganharam a prova. Ricardo e Carlos Matos (Mitsubishi Lancer EVO X) tinham terminado o primeiro dia na segunda posição, a 30 segundos de Fernando Peres e José Pedro Silva (Mitsubishi Lancer EVO X), mas ficavam de fora logo no início da manhã e não completavam uma única classificativa. Fernando Peres e José Pedro Silva estavam “folgados” na frente com 2m 23,10s de vantagem sobre Merceano e Pereira. Mas também eles não tiveram a sorte pelo seu lado e na primeira passagem por Lameirinha ficavam apeados com problemas mecânicos. José Merceano e Francisco Pereira ficavam na frente da prova, com uma vantagem de 3m 41,60 sobre os segundos classificados, que eram também os líderes das duas motrizes. Falamos de António Oliveira e Luís Boiça (Peugeot 205 GTi), que desde Sábado travavam uma luta pelas duas rodas motrizes, com Paulo Correia e Pedro Lopes (Peugeot 206). Na chegada a Fafe, os homens do 205 dilatavam a vantagem para 2m 00,80s e asseguravam o segundo lugar do pódio e a vitória nas duas rodas motrizes. O grupo dos cinco da frente ficou completo com Márcio e Patrícia Pereira (BMW E30 355 Ix) e Bruno Almeida e Leandro Silva (Peugeot 206 GTi)