Photo: Michelin

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Rali da Córsega: Luta a três
Sábado, 08 Abril 2017 00:00

ThumbnailO primeiro dia do Rali da Córsega terminou com Kris Meeke e Sébastien Ogier como os dois mais evidentes candidatos à vitória na primeira prova de asfalto do ano e com Thierry Neuville à espreita, sem ter conseguido o mesmo ritmo dos dois homens da frente. Desde o início da época que se sabia que Ogier não tinha testado o suficiente com a sua equipa e à medida que o tempo fosse passando essa diferença iria atenuar-se e o ‘velho’ Ogier surgiria, o que está a começar a acontecer: “Ainda não tenho o carro com que sonho, mas estou a lutar como posso, com o que tenho”.

Algo semelhante está também a acontecer com a Citroën. Depois do que se tinha visto nos testes de pré-época, sabia-se que o C3 WRC era um bom carro, e com o que aconteceu no Monte Carlo e na Suécia, era importante olhar para lá desses problemas, e de tudo o que aconteceu. Sempre se soube que o carro não era o problema. E foi o próprio Kris Meeke que admitiu, pouco depois duma situação caricata por que passou no dia de ontem, mas que acontece. O piloto britânico chegou ao final de um dos troços com a face cheia de sangue, mas a explicação era simples: “Assoei o nariz antes do começo do troço e comecei a sangrar!” Quando resolveu essa questão admitiu estar apreensivo após o seu desastre de Monte Carlo: “Só tive um dia e meio de testes. Não estava preparado para esse evento” Mas ontem estava feliz com o carro e com os pneus, apesar de estar a apanhar os troços mais sujos, devido aos cortes nas curvas dos pilotos da frente, que atiraram alguma lama e pedras para a estrada.

Já Thierry Neuville descobriu que o seu carro estava, desta feita, demasiado subvirador, mas ainda assim foi suficiente para ser o terceiro mais rápido do dia: “Nestes carros precisamos reagir muito mais rapidamente pois são bem mais precisos, e fazem muito mais o que nós queremos”. O belga foi perseguido por Ott Tanak, que acabou fora de estrada, enquanto Craig Breen esteve a aprender um estilo diferente de pilotagem, depois de descobrir novas ideias nos testes. “Temos que aliviar a direção, e fazer travagens menos agressivas”, disse.

Já Elfyn Evans lutou com falta de aderência e depois teve graves problemas hidráulicos que afetaram as trocas de caixa. Jari-Matti Latvala estava algo infeliz, pois apanhou um Toyota Yaris WRC muito subvirador, e teve que lutar para se adaptar aos ajustes dos diferencial central, enquanto seu companheiro de equipa, Juho Hanninen passou por apuros. Deu um toque numa ponte, danificou a roda traseira direita e também um braço de suspensão, e de seguida, um pequeno incêndio deflagrou na traseira do carro, levando-o ao abandono. O asfalto não é a ‘praia’ de Haydon Paddon, que se queixou da sujidade na estrada: “isso mata a confiança. Sei que ainda não consigo brilhar no asfalto”.

 

 

Fonte:Autosport