Photo: Michelin

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UM RALI DE MONTE-CARLO ROCAMBOLESCO
Terça, 31 Janeiro 2017 20:55

ThumbnailDesde a sua criação em 1911, o Rali de Monte-Carlo nunca deixou de se afirmar como uma prova lendária. Com as situações dramáticas, as suas dificuldades e as constantes reviravoltas, a edição de 2017 manter-se-á, também ela, na memória de todos. Por seu turno, a Citroën Total Abu Dhabi WRT irá rapidamente olhar para o futuro após um conjunto de resultados abaixo das suas expetativas iniciais.

O FILME DA PROVA

Orgulhosamente alinhados em frente ao Casino do Mónaco, os novos World Rally Cars lançaram-se na passada quinta-feira (19 janeiro) para uma 1ª Etapa que os levaria até Gap. Após o cancelamento da ES1, o Rali de Monte-Carlo teve, efetivamente, o seu início, embora começando algo mal para Stéphane Lefebvre. Exagerando um pouco numa travagem, o piloto do Citroën C3 WRC apostou na segurança e saiu a direito, um pequeno erro que teve consequências graves, pois uma vez preso na neve, o francês partiu a embraiagem ao tentar sair dessa situação.

Assim sendo, as esperanças da equipa Citroën Total Abu Dhabi passaram a repousar sobre os ombros de Kris Meeke, piloto inglês que na manhã do dia seguinte entraria ao ataque. Em condições extremas da neve, ele foi o 2º mais rápido no final do ES3, mas na ES4 ver-se-ia enganado por uma placa de gelo. O seu C3 WRC deu um toque com a traseira, partindo a suspensão e obrigando-o a parar.

Apesar do seu regresso no sábado em Rally 2, estava escrito que este não seria o rali de Kris Meeke, pois o britãnico perderia mais cerca de 20 minutos devido a um problema de ignição na ES10. O final do dia mostrou-se ainda mais madrasto, ao sofrer um banal acidente de trânsito que pôs um ponto final na sua prova! Atingido por outro carro na ligação que o levaria até ao Mónaco, Meeke viu-se forçado a abandonar devido aos danos sofridos…

«Nada correu como previsto nesta prova,» reconheceu Yves Matton, Diretor da Citroën Racing. «Pensávamos que que conseguiriamos ter um bom fim de semana após os testes satisfatórias com os pilotos e a equipa, mas logo desde o início da prova o Stéphane e o Kris cometeram alguns erros, pelo que deixámos de considerar a hipótese de um resultado significativo à chegada. Também sentimos algumas difficuladades em encontrar as afinações certas para estas condições especiais, que nunca experimentámos nos testes. O C3 WRC não está, senão, no início do seu procvesso de desenvolvimento, pelo que ainda temos muito trabalho pela frente.»

Apesar destas dificuldades, Stéphane Lefebvre nunca baixou os braços. Dependendo do estado dos troços e com o objetivo de acumular quilómetros e experiência, o piloto francês teve que fazer autênticos malabarismos com os quatro tipos de pneus Michelin que tinha à sua disposição. Recuperando do 64º lugar no final do primeiro dia, ele viria rapidamente a subir até ao 11º posto!

Depois, no domingo teve lugar a 4ª Etapa no interior de Nice, com duas passagens pelo lendário Col de Turini. Disputados em condições mais constantes, Lefebvre esteve em destaque, dando ao C3 WRC a sua primeira vitória em trços na ES15, para depois terminar a Power Stage com o 2º melhor tempo. Fruto desse desempenho, ele subiria ao 9º lugar, posição em que viria a terminar a prova.

«É verdadeiramente bom para o moral terminar com uma nota positiva,» afirmou no seu regresso ao porto do Mónaco. «Fazer o melhor tempo no Turini é algo especial, mas, acima de tudo, revela um pouco do potencial do carro em condições mais ‘normais’.»

UM RALI PLENO DE PROMESSAS PARA CRAIG BREEN

Aguardando-se a inscrição de um terceiro C3 WRC – estreia que que está agendada para a Volta à Córsega – um dos jovens pilotos da equipa esteve em Monte-Carlo com um WRC da geração anterior. Coube, desta feita, a Craig Breen conduzir a «Old Lady», carinhoso apelido dado a este carro.

Nas estradas repletas de neve, o piloto irlandês alcançou a façanha de terminar no top 5 à geral, depois de, durante grande parte do rali, ter-se batido com Dani Sordo pelo 4º lugar. Mas em condições mais secas o espanhol levou a melhor, aproveitando a maior potência da sua máquina de 2017.

Independentemente disso, a performance de Breen foi aplaudida pelos observadores atentos. Nunca tendo estado realmente confortável neste tipo de piso nas suas anteriores participações, o resultado obtido revelou-se um marco histórico, num bom presságio para o Rali da Suécia – que ele irá disputar ao volante de um C3 WRC – ou então para o Monte-Carlo de 2018!

JÁ COM OS OLHOS POSTOS NA SUÉCIA

«Não iremos esquecer este rali porque há lições que serão muito úteis em 2018,» refere Yves Matton. «Mas a curto e médio prazo, vamos colocar este fim de semana para trás das costas e seguir em frente. No que se refere à Suécia continuamos, naturalmente, com um espírito positivo, como também para o México e para as provas seguintes. O Monte-Carlo pode ser um rali cruel, algo que experimentámos no passado fim de semana, mas o nosso objetivo continua a ser vencer ralis com regularidade ao lonngo desta temporada.»

Para completar a sua preparação para o Rali da Suécia (de 9 a 12 de fevereiro), a Citroen Total Abu Dhabi WRT tem planeada uma sessão de dois dias de testes na Escandinávia, trabalho que irá complementar o outro teste realizado no início do mês de janeiro.