Photo: Michelin

Notice: Undefined variable: html in /home/prego/pregoafundo.com/modules/mod_specialhtml/mod_specialhtml.php on line 44
O adeus da Citroen
Domingo, 27 Novembro 2016 22:57

ThumbnailDisputada no Qatar, a final do Campeonato FIA WTCC 2016 marcou, igualmente, o termo do programa da Citroën Racing nesta disciplina, evento onde a Citroën conquistou a sua 50ª vitória em três temporadas. Na sua despedida do desporto automóvel ao mais alto nível, Yvan Muller garantiu o 2º lugar do Campeonato do Mundo, atrás do seu colega de equipa José María López. A Citroën concluiu, assim, esta sua aventura nas pistas com 3 títulos consecutivos de Campeã do Mundo.

Foi preciso esperar pelo início da tarde de sábado para que o Circuito Internacional de Losail começasse a animar-se com o programa do WTCC, que, sem a habitual sessão de reconhecimento, viu os pilotos lançarem-se diretamente para as Qualificações.

José María López desferiu, logo desde a Q1, um enorme golpe ao registar o melhor tempo em 1m59,788s, sendo um segundo mais rápido do que a sua pole position de 2015! Na Q2, Yvan Muller e Pechito López posicionaram-se de imediato nos dois primeiros lugares, antes de uma bandeira vermelha interromper a sessão. No reatar, López conseguiu baixar, de novo, a barreira dos 2 minutos, realizando o melhor tempo, na frente de Muller.

O desenrolar da Q3 revelou-se algo incaraterístico. Mehdi Bennani, o primeiro a ir para a pista, estabeleceu o tempo de referência, para, logo a seguir, Norbert Michelisz sair de pista, provocando uma longa interrupção da sessão. Uma vez reiniciada, Yvan Muller e José María López pareciam bem lançados nas suas tentativas, mas ambos fizeram o mesmo erro na mesma curva! Os décimos de segundo perdidos traduziram-se no 3º melhor tempo para o argentino e no 4º para o francês, pelo que foi Bennani quem assinou a 31ª pole position do Citroën C-Elysée WTCC!

Minutos mais tarde, a equipa SLR fazia alinhar os seus três pilotos para representar a Citroën na Qualificação MAC3. Sem cometerem erros, Bennani, Chilton e Demoustier garantiram o máximo de pontos para o Campeoonato de Construtores.

A partida para a corrida de abertura foi dada pelas 21h20, quando a noite tinha há muito caído no Médio Oriente. Com o 10º melhor tempo na qualificação, Tom Chilton ocupava a pole position na greha invertida, com Gabriele Tarquini a seu lado. Quando os semáforos se apagaram, Chilton assumiu o comando, enquanto Yvan Muller subiu ao 5º lugar. No meio do pelotão, as coisas não correram tão bem a José María López, empurrado por Tiago Monteiro. O português ficou na escapatória e o safety car entrou em cena, antes da corrida se ver interrompida pela bandeira vermelha.

Uma vez a pista limpa, a corrida foi reatada, com Tom Chilton a alargar a trajetória na primeira curva e Tarquini a aproveitar para o passar! Um pouco mais atrás, Yvan Muller ganhou uma posição e ascendeu ao 4º lugar. A bandeira de xadrez viu Tarquini vencer a corrida de abertura, na frente de Chilton, Huff e Muller. Após uma bela recuperação, Pechito López classificou-se em 9º lugar.

O repair time permitiu aos mecânicos repararem as carroçarias antes da derradeira corrida do ano. Na partida, Mehdi Bennani aproveitou a sua pole position para fazer na frente a primeira curva, à frente de José María López! Logo atrás vinha Thed Björk, com Yvan Muller a conservar o seu 4º lugar.

Mas uma vez mais o pelotão se mostrou algo turbulento e o safety car regressou à pista após somente uma volta. Algumas gotas de chuva começaram a molhar os para-brisas, mas nada que parecesse indicar a necessidade de colocar pneus de chuva. Pouco após o reatar da corrida, Yvan Muller perdeu o seu 4º lugar ao seu passado, de forma viril, por Norbert Michelisz. Algumas voltas mais tarde, foi a vez de Pechito López conceder uma posição a Björk.

Bennani, Björk, López, Micheliaz, Muller: a ordem parecia estabelecida até ao final da corrida. Contudo, a algumas curvas do fim, Tiago Monteiro levou a melhor sobre o seu rival e amigo Yvan Muller. O essencial estava, porém, feito para Yvan, que colocou um ponto final na sua magnífica carreira, pontuada por 4 títulos mundiais no FIA WTCC e todos os recordes da disciplina. No seu regresso ao pit lane, foi longamente aplaudido pelos elementos da equipa Citroën Total. Os oilhos vermelhos traduziam toda a sentida por cada um, neste momento único na história do automóvel.