Photo: Michelin

Notice: Undefined variable: html in /home/prego/pregoafundo.com/modules/mod_specialhtml/mod_specialhtml.php on line 44
Crónica de Mário Castro : "Toda a equipa estava motivada para alcançar mais um bom resultado"
Domingo, 16 Março 2014 00:34

ThumbnailApós a vitória no rali Serras de Fafe, toda a equipa estava motivada para alcançar mais um bom resultado em Guimarães mas cientes de que não seria nada fácil face à concorrência. Não podemos esconder de que havia o “trauma” de o Pedro nunca ter terminado um rali organizado pelo Targa Clube mas também tínhamos esperança de que algum dia isso acabaria e que tudo correria bem e foi o que felizmente aconteceu.

 

Preparamos bem a prova, apesar de não poderemos testar convenientemente porque o motor estava a chegar ao limite de quilómetros e não queríamos arriscar a que este viesse a ter problemas durante a prova.

Estávamos prontos para o rali e lá chegou a primeira especial realizada na sexta á noite. Depois de uma paragem de 1h e 15min à “porta” da Super especial, que só o Targa Clube não acreditou que isso viesse a acontecer, partimos para a mesma com os pneus e travões completamente frios e cometemos um erro logo na primeira travagem. É certo que sabíamos que tínhamos de ter atenção no início mas quando se quer vencer também não podemos exagerar nos cuidados e cedemos logo aí 7 segundos para o Ricardo Moura.

Ficamos tristes com essa situação mas faltava ainda muito rali e queríamos mostrar que podíamos lutar pela vitória. Foi isso que fizemos logo no sábado pela manha. Entramos bem e conseguimos ir recuperando alguma da desvantagem que tínhamos para o Ricardo mas cedemos algum tempo para o João Barros. Sei que falta mencionar aqui o José Pedro Fontes que com o seu Porsche não deu hipótese a ninguém mas isso deve-se ao facto de na minha opinião o Fontes (que é um excelente piloto) e o carro que tem características técnicas muito acima daquilo que deveria ter para correr em ralis, em condições normais não darão hipótese nos ralis de asfalto do CNR, pelo menos nas provas Continentais. Não estou em desacordo com esta regulamentação técnica do Porsche só porque ele foi mais rápido neste rali, pois já o ano passado quando a Federação alterou (a meio de uma época) o regulamento técnico para os carros GT’s em Portugal enviei um e-mail para a mesma a demonstrar a minha discordância.

Mas voltando à prova, e depois da desistência do José Pedro podemos assistir ao melhor rali do CNR dos últimos anos com três pilotos a lutar á décima pela vitória. O João Barros foi o mais forte ao fim da manha com uma vantagem para nós de 2,9 segundos e 3,1 para o Moura. Portanto tudo em aberto para a última secção da prova.

Queríamos muito a vitória mas sabíamos que um lugar no pódio seria muito bom para as contas do campeonato e por isso nunca quisemos correr demasiados riscos. Vencemos a primeira especial da tarde mas depois cedemos 3,5 segundos nas duas seguintes e com os problemas do Barros ficamos apenas com o Moura na nossa frente por uma margem de 3,1 segundos à entrada para a última especial.

Após uma boa reflexão depois de mais uma longa paragem entre duas especiais, optamos por imprimir um ritmo de ataque na certeza de que em qualquer caso de dúvida seria para levantar pé mas o Pedro esteve irrepreensível fazendo uma classificativa de grande nível e assim conseguimos uma vitória muito importante para toda a equipa, mas essencialmente muito merecida pelo Pedro.

Após estas duas vitórias, estamos bem encaminhados para alcançar os nossos objectivos, mas não nos podemos esquecer de que qualquer um dos nossos adversários ainda tem a possibilidade de fazerem a pontuação máxima uma vez que só contam os 6 melhores resultados e faltam ainda 6 ralis. Por isso temos de continuar a trabalhar o melhor que podermos para manter este ritmo e alcançar mais vitórias.

Cumprimentos os leitores do “pregoafundo.com”

Mário Castro