Photo: Michelin

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Crónica de Mário Castro : "Sempre soube perder, mas desta forma revolta um pouco…"
Quinta, 13 Junho 2013 12:42

Thumbnail Esta 3ª prova do CPR 2013 foi realmente uma das provas mais interessantes de seguir dos últimos anos em Portugal tal a competitividade e indefinição quanto ao vencedor da mesma.

Nós e mais três equipas estivemos numa “luta” muita acesa desde a primeira especial e depois de várias trocas de posições entre todos e alguma polémica á mistura lá se definiu a classificação final.

Mais uma vez este ano, as inconstantes condições meteorológicas colocaram os pilotos numa situação bastante difícil aquando da escolha de pneus e nesse aspecto nós não fomos muito felizes. Escolhemos pneus para pouca chuva, enquanto o Bernardo Sousa escolheu intermédios e o Ricardo Moura e o Adruzilo foram de pneus para piso seco. Logo aí se adivinhava que alguém se ia dar mal ao longo das 4 especiais mas apesar destas (excepto a 1ª que tinha partes húmidas) estarem secas todos nós conseguimos ultrapassar todas as dificuldades e terminamos a 2ª secção muito próximos. Da nossa parte demos o nosso melhor e estávamos bastante satisfeitos com o nosso andamento visto sermos a equipa que tinha a pior escolha de pneus para as condições de estrada.

Depois, para a dupla passagem pela especial do “Farol” em S. Pedro Moel, optamos novamente pelos pneus para pouca chuva e alteramos a afinação do carro visto que chovia na zona do parque de assistência e tudo indicava que estivesse também a chover na especial de classificação. Estávamos em segundos a 7 segundos do Adruzilo e queríamos muito chegar ao comando mas não entramos bem na especial e com isso perdemos algum tempo para o Bernardo (que “saltou” para 1º) e para o Ricardo Moura. Faltavam duas especiais e continuávamos em 2º, bastante perto do 1º mas também com o 3º mesmo colado a nós. Para a segunda passagem na especial do Farol já conseguimos impor um ritmo bastante bom e até mesmo muito próximo do ideal mas como a especial estava seca e optamos por não alterar a afinação do carro, não conseguimos ter o carro a 100% para podermos atacar ao máximo e com isso voltamos a perder tempo para os nossos principais adversários.

Com a vitória praticamente nas mãos do Bernardo Sousa, restava-nos a ultima especial para manter o Ricardo Moura atrás de nós, mas foi aí que “o caldo entornou”…

Para começar, (e cumprindo o regulamento particular da prova, que tanta importância teve no Serras de Fafe e que pelos vistos neste rali deixou de ter importância) quem deveria partir para a primeira serie da super especial, deveríamos ser nós e o Bernardo Sousa pois eramos os primeiros classificados do rali até então. Isso não aconteceu, e saíram para a primeira manga o Bernardo e o Moura. Por caso não aconteceu, mas imaginem que na serie deles não chovia e na nossa chovia!!!... Certamente faríamos um tempo bem pior que eles e quem assumia esta responsabilidade??... Mas há mais… Há imagens que comprovam que tanto o Bernardo como o Moura destroem completamente as chicanes tocando nos jerseys de plástico quase como se eles não existissem e com isso, para além de ganharem tempo, danificam os jerseys (que estão cheios de água) de tal maneira que as chicanes ficaram todas molhadas. Como é óbvio, para quem passa depois (que foi o nosso caso) sai prejudicado pois não consegue travar nem curvar da mesma forma em piso molhado. Esta nossa justificação para a perda de tempo relativamente ao Moura até poderia parecer ridícula mas atendendo que estão em causa 0,2 décimos de segundo, a mesma tornar-se de primordial importância na definição dos tempos da especial e consequentemente do rali.

Mais estranho, é o facto de nós termos cortado a meta sempre na frente do Adruzilo Lopes e ser-lhe atribuído um tempo inferior ao nosso em 7,8 segundos!!!... Já recebemos uma explicação por parte do CAMG, dizendo que houve realmente um erro de cronometragem mas que este apenas se relacionou com o tempo do Adruzilo e não me resta mais nada senão aceitar essa explicação pois não tenho dados concretos para poder contrapor a teoria do CAMG, ainda que (NÃO PONDO NUNCA EM CAUSA A HONESTIDADE DO CLUBE E SEUS REPRESENTANTES)  me custe aceitar este resultado pelas razões que mencionei anteriormente e que considero muito graves.

Não fosse isto, penso que o CAMG fez um rali bastante interessante do ponto de vista estrutural, ainda que ache que deveria terminar mais cedo, mas são realmente dos poucos que ainda continuam a procurar soluções para incrementar mais animação ás provas que organizam.

Para terminar, os meus parabéns para os vencedores do rali, assim como para todas as equipas que venceram as mais diversas classes e grupos.

Cumprimentos aos leitores de pregoafundo.com

Mário Castro