Photo: Michelin

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Crónica de Mário Castro : “Queríamos a vitória mas o 2º lugar é muito positivo…"
Quinta, 27 Setembro 2012 19:09

ThumbnailO rali Centro de Portugal tratou-se de uma prova bastante importante para mim, para o Pedro e toda a equipa porque infelizmente estávamos a passar por uma fase complicada em termos de resultados nos últimos ralis consequência das 3 desistências consecutivas  e precisávamos muito de terminar uma prova.

 

O ultimo rali que cumprimos na totalidade (rali de Portugal) já ia longe e mesmo aí tivemos de imprimir um ritmo “calmo” perante o desenrolar da prova. Sendo assim e depois do Casinos de Algarve de 2011 ter sido também uma prova encarada com mais cabeça do que com o coração, faz agora praticamente 1 ano que não estávamos num rali com o intuito de atacar a 100%.

Preparamos o rali da melhor forma para tentar lutar pela vitória mas tínhamos a perfeita noção de que o nosso ritmo estaria um pouco abaixo do ritmo evidenciado pelo Ricardo Moura que tem feito e completado ralis regularmente.

Ainda assim estávamos confiantes e dispostos a incomodar o Ricardo, o Peres e o Miguel Barbosa na luta pela vitória ou quanto muito por um lugar no pódio.

Logo durante a primeira especial sentimos que não estávamos a imprimir o ritmo ideal, mas ir acima disso poderia ser fatal porque a classificativa estava bastante traiçoeira. A falta de ritmo que tanto temia-mos veio ao de cima.

A desistência do Peres e a vantagem que ganhamos ao Miguel deixou-nos sem grande pressão mas tanto eu como o Pedro queríamos mais e então decidimos continuar a forçar um pouco o andamento para que o Ricardo estivesse sempre sobre pressão. Vencemos ainda a 3ª especial mas o Ricardo defendeu-se sempre bem e terminamos as duas secções iniciais com uma desvantagem de 27 segundos para ele.

Restava as duas passagens pelo troço da mata em S. Pedro Moel que perfaziam ainda cerca de 35km mas estávamos certos de que apenas com um problema do Ricardo conseguiríamos anular a nossa desvantagem e por isso optamos por não atacar, mantendo apenas um ritmo rápido e esperar que algo pudesse acontecer. Para piorar a nossa missão, o set-up do carro não se mostrou o ideal para essa classificativa porque estava bastante “nervoso”.

Levamos o carro até ao final, com este sempre em perfeitas condições mecânicas e conseguimos um resultado que considero muito positivo e acima de tudo moralizador para toda a equipa.

Quanto à prova organizada pelo CAMG, penso que tem uma estrutura ideal (se é que há coisas ideais) para o nosso panorama dos ralis mas pecou pelas excessivas e longas paragens em reagrupamentos que levam mesmo à perda de ritmo por parte de todos os pilotos. A nível organizativo mostrou mais uma vez que é uma das melhores que temos em Portugal.

Para finalizar, não posso deixar de felicitar o Ricardo Moura e o António Costa, assim como toda a sua equipa técnica pelo título merecidamente conquistado.

Agora vem aí aquele que será o nosso ultimo rali da época e com certeza estaremos presentes com o intuito de fazer tão bem ou melhor que no rali Centro de Portugal.

Cumprimentos aos leitores de pregoafundo.com

Mário Castro